Por: DARUKIAN, O Ceifador de Orgasmos e sua Primeira Puta das Artes Sacroprofanas, Emonditte. Seres sem rosto nem forma, que tem como único propósito te fazer gozar muito (a vida).

Seguidores dos instintos

24 de outubro de 2011

Mistérios de Darukian - XX

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XX


"Dentro de nossas imperfeições, somos perfeitos quando estamos juntos"



Um relato que me fez confirmar a hipótese levantada anteriormente.

“Quarto, jantar, velas, morango, chocolate, óleos, massagens, fluidos. Renovação de votos.”

A epígrafe me causou estranhamento total, assim como o resto do relato, que assim diz:

“Em uma de suas encarnações, a deusa estava no corpo de uma autêntica brasileira, das famosas pelo corpão, gingado e simpatia. Curiosamente, apesar de um nome muito brasileiro (Gisele, eu acho) tinha um apelido bastante exótico (Yumê. Ela gostava desse nome, eu sabia o porquê) que dizia ela lembrar “os sonhos de antes, de agora e os que virão”.

Outro fato curioso é esse corpo da deusa não ter sido das brasileiras que tinham mais corpão, gingado ou simpatia. Era uma mulher “normal”, só que... com “alguma coisa” que fazia o mundo falhar miseravelmente em qualquer tentativa de ignorá-la. Até para ignorar a deusa e negar sua crença nela os humanos afirmam que em algum nível ela existe.

Outro fato curioso? Bem...não lembro quando a encontrei ou desde quando estamos ligados. Desde o início dos tempos, eu diria. Dessa vez, a acompanhava pelas ruas da metrópole em minha forma humana ou a seguia pelas sombras na minha forma de ceifador.

***
‘Querido...diário’, isso já virou uma colcha de retalhos de fatos curiosos, mas ainda tenho um último (juro que é o último): a coisa que eu mais amo no mundo é “quebrar a deusa”. Eu a irrito (ela fica muito linda, muito fofa, muito sexy e muito foda desse jeito), depois “quebro” a deusa com alguma declaração de minha fidelidade/lealdade/temor/’amor’.

Uma vez quebrei-a de uma forma muito...”não-brutal”, digamos assim. Primeiro, irritei-a a um nível extremo e a fiz se afastar relativamente de mim. Ela foi ao trabalho fora de casa (eu disse que ela estava dando uma de “normal”), eu trabalhei dentro de seu quarto.

Yumê (me contou depois que) achou estranha a casa “vazia”, mas não prestou muita atenção nisso, estava muito cansada e foi direto ao banheiro. Seu espanto começou quando deu de cara com a banheira cheia de pétalas de rosas. Ficou com vontade de me achar e perguntar “amore, você tá bem?”, disse ela.

Acabou segurando-se e resolvendo ‘aproveitar o surto’, relaxando bem no banho. Saiu só de toalha (como sempre) e teve outra surpresa na cozinha: havia um ‘quase banquete romântico’ na mesa, velas roxas e um aroma exótico...incenso? Ela tinha ingerido alguma droga passivamente sem perceber?

- Ok, seu idiota, pode parar com essa brincadeirinha de esconde-esconde! – disse ela, já com lágrimas nos olhos.
- Desculpa, deusa... eu não queri—disse a voz rouca de sempre
- Vem...senta...você...precisa...me servir. É...e comer comigo, ok?
Servi (mais uma vez) a deusa, comemos, bebemos, e passamos algum tempo conversando (o que só acontece de séculos em séculos) e ela perguntou sobre a sobremesa, acho. Eu disse que a sobremesa estaria no quarto quando ela fosse para lá (e como mulher é ultra curiosa, ela foi na primeira oportunidade).

Gisele entrou no quarto, mas não viu nada além do quarto bem arrumado, mais velas roxas e incenso. Perguntou-se onde estava a sobremesa e já ia reclamar da falha de seu ceifador, quando começou a escutar as quatro paredes sussurrando.

Criado eu fui
A amar a deusa
ceifar com destreza
é a minha luz

Sobre isso, calado,

Silêncio eterno
Um abraço, terno
instante a seu lado

Amor destinado

à falha miserável
sem eira palpável
ao claustro fadado

Das sombras eu vim

Ao atro retorno
Por ti eu imploro
criado assim

O ceifador saiu das sombras, acariciando o rosto da sua deusa, deitando-a suavamente na cama, já despida. Começou um ritual tântrico, mordiscando os pés da “presa”, que dessa vez seria saboreada lentamente, como sobremesa gostosa.

Gisele de costas deitada na cama. Darukian começando uma massagem em seu pés (com mãos e boca), que sobe lentamente (e vira mão, boca e língua) e passa pelas pernas e coxas, pulando para a parte de cima, instalando-se na nuca, escorrendo aos poucos para os ombros e costas.

Não era a única coisa que escorria, percebeu uma mão esperta do ceifador. Enquanto a mão já estava no lugar, a boca ainda descia. Ao “finalmente” chegar, ouviu-se um suspiro duplo. A tortura de deliciar lentamente uma sobremesa ainda tinha muito para dar.

Beijou-lhe os lábios. Primeiro, os de baixo. Virou-a de barriga para cima, lentamente subiu seu rosto (roçando propositadamente pela pele até chegar onde queria) até os seios de sua deusa, depositou um beijo em cada um e chegou aos lábios de cima.

Beijou-a lentamente. Beijou-a como se o tempo congelasse enquanto suas bocas estavam conectadas. Fez o tempo voltar a correr vagarosamente enquanto percorria a parte de cima do corpo de sua deusa com mãos e beijos. Voltou aos lábios de baixo e sorriu.

Explorou os lábios ensopados daquela mulher como se examinasse o mapa de um tesouro, possuiu-a como se possuisse o cristal mais valioso que pudesse obter. Desmanchou-a como se faz quando se desfruta a sobremesa junto de alguém importante. Amou-a não como sobremesa, e sim como seu alimento eterno.

Deixou ela descansar em seu peito, e dois sussurros foram ouvidos por ali.
“- Mesmo imperfeito...me completa com suas imperfeições...te amo.”
“- Eu também te amo, deusa...”, sussurrou ele muitas e muitas vezes, até depois dela dormir e ele acompanhá-la ao mundo dos sonhos já realizados.”

Assim termina o relato. Isso confirma minhas suspeitas: existem relatos falsos, e este é indubitavelmente um deles. Romantismo não é algo presente no ceifador e sua deusa, a não ser em forma de ironia, o que não é expresso nesse texto. A deusa e o Darukian não se amariam desse jeito. Um ceifador criado da luxúria de uma deusa que é puramente esta matéria não teria condições de fazer um relato em seu ‘querido diário’ apaixonadamente meloso. “Te amo” é quase uma punhalada para ele. Meu único problema é que não posso saber se um relato é verdadeiro ou falso até analisá-lo. “O que é verdadeiro e o que não é nos mistérios de Darukian?” é uma pergunta a ser respondida.

DARUKIAN, O CEIFADOR DE ORGASMOS

P.S.: Muito gay esse capítulo, né? Aliás, hoje é dia 24...(o que não tem nada a ver com a viadagem dele). Enfim, finalmente a porra do narrador percebeu que existem capítulos falsos. Mas e agora, o que é falso e verdadeiro? heh. Se gostou/gozou e se confundiu, caia de boca nos coment's, nos +1, nos arquivos, nessas porras todas! E se quiser mais porras, só gemer.

6 comentários:

  1. DU - VI - DO que esse relato seja falso e o Ceifador não ame de verdade sua deusa!

    Aliás, acho que Darukian ama cada vez mais a sua deusa, seja qual for a sua forma...

    Esse negócio do relato ter um estilo diferente dos outros é só mais um engodo do cara das sombras pra despistar e continuar com sua fama de mal, hehehe...

    Beijos borboleputos!

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  2. Puxa tenho que concordar com a Sexy, esse Ceifador é no fundo no fundo um apaixonado por sua deusa.....
    E isso é delicioso

    Otima segunda pra ti
    Bjsssss

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  3. Ado.. ado... ado... o Ceifador está apaixonado.. kkk




    beijos


    Cris e Junior
    http://desejosefantasiasdecasal.blogspot.com/

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  4. Simplesmente Apaixonante!!!
    Desde a frase da imagem:"Dentro de nossas imperfeições, somos perfeitos quando estamos juntos"
    Aaaaaaaaaaaaaaaaa adorooooooooooo morango, chocolate isso é apaixonante rsrs

    Querido Ceifador concordo com as minhas amigas Sexy e Deh.... Ceifador Orgástico está apaixonadíssimo pela sua Deusa!!!

    Bjs doces da ruivinha!

    Ayesk@

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  5. Ah! Coisa rara e boa é homem que sabe das coisas. A deusa tem sorte. Beijos.

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Agradeço por ter lido, mas há outra coisinha que quero que você faça. Responda: Gostou? Gozou? Então caia de boca na minha...caixa de comentários e libere tudo que quiser jorrar, com muita indecência!

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